Livros e Capítulos
Rotinas de pensamento na formação de professores: relatos de experiência (2024)
Débora Mariz (Org.)
A partir de uma disciplina optativa ofertada em 2023 aos licenciandos de diversos cursos da UFMG: Música, Educação Física, Pedagogia, Física e Biologia, propusemos a criação e aplicação de, pelo menos, uma rotina de pensamento com obras de arte em contextos escolares e/ou não escolares. A mesma proposta foi feita aos estudantes do Programa Residência Pedagógica da CAPES/ UFMG. Os relatos que se seguem são frutos dessas práticas e representam tanto a unidade entre pesquisa e prática na formação docente, desde a graduação, quanto múltiplas possibilidades de apropriação de obras de arte em sala de aula.


Virtudes e vieses intelectuais em sala de aula: uma análise da educação para as virtudes a partir da sua aplicação no contexto educacional (2024)
Celso Vieira, Débora Mariz, Ligea Hoki
O capítulo 6, “Virtudes e vieses intelectuais em sala de aula”, de Celso
Vieira, Débora Mariz e Ligea Hoki, oferece um inédito relato empírico
de um estudo metodológico voltado para o ensino das virtudes
intelectuais no Brasil. Em um estudo de caso com estudantes do ensino
fundamental, Vieira, Mariz e Hoki aplicaram três métodos distintos
para o ensino de virtudes. Seu relato descreve os efeitos e as
dificuldades encontrados e, principalmente, alerta para o importante
desafio que vieses cognitivos colocam para o sucesso de um ensino
voltado para as virtudes intelectuais.
A Routine to Develop Inferencing Skills in Primary School Children (2024)
Celso Vieira, Débora Mariz, Ligea Hoki
The chapter presents the prototyping of a thinking routine designed to foster good inference habits in children ages 6–11. The prototyping was developed at Ninho, an educational project for children from underprivileged households in Brazil. The thinking routines served as our starting point. Following a Virtue Education (VE) approach, we supposed that the repeated application would conduce to habituation. In addition, to increase peer-to-peer interactions, the teacher applying the routines worked as a facilitator in a Community of Inquiry (CI). After six months of application, the results were partially successful. We identified that the repeated exposition to the magic question “What makes you say that?” made children more aware of the evidence supporting their assumptions. Furthermore, the interactions between peers made them recognize different perspectives. However, we also identified some shortcomings. Most of them seemed to arise from cognitive biases. As described in the end, the prototype with elements from VE, CI and Critical Thinking presented promising results.


Questão da morte na tradição filosófica (2022)
Pedro Calixto, Luciano Camerino, Débora Mariz (Org.)
A presente obra busca compreender a transitoriedade e a finitude da natureza humana. A fugacidade e a ação corrosiva do tempo, bem como a consciência destas, fizeram com que a humanidade se interrogasse acerca da mortalidade, malgrado as diferenças de caráter histórico, social e cultural que perpassam a própria história humana, o que dá um caráter universal à presente questão. Neste sentido, o questionamento acerca da finitude não mereceria um estatuto de objeto fundamental do pensamento filosófico? Evidentemente, um rápido olhar em direção às obras dos mais variados pensadores em filosofia, basta para responder positivamente a essa questão. Nascemos, não sabemos por quê. Somos jogados no mundo e, felizmente ou infelizmente, temos a consciência de que iremos morrer e cada indivíduo experiencia esse tempo que lhe é dado, sem que saiba as razões, de maneira diversa. Este livro tem, pois, como função, apresentar, através da visão de pesquisadores de renome, o que a tradição filosófica pensou sobre a morte.
O corpo e o trabalho na obra de Simone Weil (2020)
Débora Mariz
A originalidade desta obra em relação à pesquisa hodierna em curso no âmbito internacional sobre Simone Weil reside, a meu ver, precisamente no fato de a sua autora ter examinado de modo mais cuidadoso e detalhado no seu livro os seguintes aspectos que constituem as partes nas quais o mesmo se divide: o estatuto do corpo na obra weiliana e a transfiguração que sofre o corpo no processo de trabalho (ambas as análises são feitas no âmbito do capítulo dois); o processo de aprendizagem corporal acerca do qual são estudados pela autora quer o fenômeno propriamente perceptivo (tema do diploma de Estudos Superiores de Simone Weil sobre Descartes obtido na École Normale em 1930 e intitulado Science et perception dans Descartes), quer o processo de habituação do corpo que ocorre antes dele pôr-se propriamente em trabalho (o que é investigado no terceiro capítulo) e, por fim, a análise do corpo em trabalho (o que é feito no capítulo quarto). Ao escrever este último capítulo de sua obra Débora Mariz mobiliza de modo sutil e refinado tanto a análise feita por Simone Weil de um conto infantil de Grimm como as tradições da Índia e da China para tentar compreender melhor o significado da espiritualidade relacionada ao trabalho. (Fernando Rey Puente)
